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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

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Depois da alegria da descoberta, às responsabilidades. Sabe o que é sinal de maturidade? Falar que tá apaixonado e bancar por isso logo em seguida. Não falar a esmo, como flerte babaca, pedindo bebadamente um beijo. Mas como uma necessidade de dentro pra fora. E bebida nenhuma sustenta necessidade de dentro pra fora.

E, de dentro pra fora, nós completamos cinco meses. Foram 11 dias em carne-viva de carne-e-osso para uma proporção de... na melhor das hipóteses, mudanças de planos futuros.

Eu não sei se eu sou uma melhor namorada porque você disse que superei suas expectativas. E isso, também, não te faz pior em nada: é difícil acreditar em devaneios amorosos quando se sabe, cada vez mais, sobre um passado tendencioso, que, em alguma marca temporal, fora presente e pior (ai do meu coração): promessa de eternidade. Veja bem, estou admitindo um ciúme irracional (e quando não o é?): você pode sair de roupas curtas, quero fazer os outros dobrarem os pescoços pra te ver mesmo. Mas eu tenho mais ciúme do seu passado. Do seu pas-sa-do. E sim, eu enxergo o absurdo.

E aí eu me pergunto: fica mais genuíno quando se sabe que algumas promessas nunca foram ditas à outra pessoa? Não, não fica. Mas sinto-me feliz em saber que você me muda na medida em que eu te mudo, isso sim. Sua coragem me deixa covarde de vez em quando, sabia? Atrevo-me a dizer que é o que me deixa mais feliz quando eu penso na gente.

Ora, se escolhermos a perspectiva cômica da nossa situação, pelo menos, me saio dessa experiência muito mais criativa, né? Dá-lhe saliva e “senta que lá vem história”. E quantas histórias já não fizeram as minhas madrugadas?

Acredita em mim quando eu digo que sei lá se saímos da fase ‘paixão’ e caminhamos para a fase ‘amor’. Eu te amo em ‘mandante amizade’, pegando o bonde acadêmico atual. Te amo feito Riobaldo e Diadorim, que, desde aquela época de curso durante as tardes de quarta-feira, já se apresentavam como um forte indício de amor. Amor que dói. Como eles, só a gente sabe o quanto. Continuo apaixonada desde então. Apaixonada e despreocupada com a definição dos nossos queridos 5 meses.

Faz 5 meses que eu te quero com a certeza de que vou precisar, no mínimo, de 5 anos pra sanar toda a vontade que eu sinto de você.

Pela décima oitava vez: casa comigo?

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