Por que sobraram apenas as unhas roídas, ditas.
No fim da festa, um corpo magro ao chão.
De resto, ficaram apenas os pileques...
Sentados na rua já não ficam.
Tudo criado e a mentira querendo ser verdade.
Prepotente...
no agora, o nariz é muito grande. Desproporcional até.
Já não se olha,
Quebrante e mais unhas roídas.
Também a cor da camiseta,
Os dentes amarelos por horas de fumo,
Olheiras...
Em nada mais a semelhança,
Disseram que havia e
Se acreditou.
Gargalhada pelo achado,
Cócegas já de costas... indo, indo .
O grafite reforçado ,
O apagar em mãos,
Negando o maior bem que fazia
Por anos: a distância de você.
Lucas Balieiro
domingo, 29 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Detalhes tão pequenos de nós dois
Entre o francês aprendido com Moulin Rouge, o vinho tinto, as velas espalhadas estrategicamente pelos cantos da casa, o fondue, a lingerie de rendinha, o jantar japonês, o chocolatinho, as cartinhas e recadinhos de amor, os créditos sempre no fim, o cinema corujão de domingo, o primeiro constrangimento de levar pra casa pra passar a noite dividindo o mal estar dos pais (que sempre estão sentados no sofá, com os olhos bem abertos pra observar o seu bate cartão), as promessas de ‘sempre, nunca, alguém, ninguém’, enfim, palavras vergonhosamente definitivas, o frenesi do tesão inicial inexplicável, o bode da transa previsível e obrigatória de sábado à noite, já que não há mais – hmmm, vai, agora cabe a desculpa de falta de tempo pra disfarçar eventuais sensações de saco cheio – t e m p o pra ficar (sempre) disponível anytime, anywhere, e blablablabla, laugh, Love, get drunk and fuck, eu fico (sempre) com aquele primeiro impulso que (sempre) é justificado por excesso de bebida ou qualquer outra droga que te dê algum barato (pode ser até uma descarga natural de adrenalina, tanto faz). Antes de qualquer coisa, eu sou de carne, osso e coração – debocho, mas desejo secretamente todos esses clichês de amorzinho, amor & amorzão. Mas enfim, o que eu to tentando dizer, de um jeito toscamente desajeitado e com muitos rodeios, é que entre tudo isso e a vontade mais primitiva de um corpo pulsante, em que todos os delírios racionais de blefes, orgulho e dignidades próprias são jogados na lata do lixo, que te fazem ir correndo para o quarto ou banheiro mais próximos pra extravasar a tensão, não tenha dúvidas: nenhuma história é tão boa quanto o simples exercer da profissão mais antiga do mundo (e o melhor de tudo: sem pagar nada). Nenhuma história é boa o suficiente pra guardar cheiro, gosto e líquidos que não te pertencem, mas que por uma fração de segundos, minutos ou até horas, ficarão em você.
Entre tudo que tá dentro e tudo que tá fora de você, eu fico, sinceramente, com o lado de dentro, sabe? Com as pequenas descobertas do toque de coito. Se você fecha os olhinhos ou faz questão de mantê-los assustadoramente abertos do começo ao fim; se a sua marca de vacina forma uma figura bizarra ou se desapareceu conforme o tempo; se as suas pintas moram em lugares pouco ortodoxos; se as suas cataporas te deixaram marcas, assim como o último sol ardente; suas unhas são do Zé do Caixão ou você rói? Importa-se com a aspereza do seu cotovelo ou a textura dos fios de cabelo? Corta os pêlos com tesourinha ou depila?! Respiração de asmático ou de bicho sufocado? Muito filme pornô na adolescência (possível explicação pros seus péssimos maneirismos viciados) ou imaginação fértil de quem supunha o que tinha por trás daquela pin-up ou vizinha-mãe-gostosa que passava a tarde botando roupa no varal? A lista é extensa. Agora, o resto eu e o mundo inteiro fingimos adorar pra não ter que pedir desculpa ou permissão para seguir em frente no primitivismo cujas únicas preocupações transitam entre dar ou comer, ou qualquer outro verbo deliciosamente vulgar.
Ah, os muros da cidade deveriam ser que nem porta de banheiro de boteco ou adesivo de telefone de orelhão: não é o amor que é importante, porra! E sim - a princípio - a porra que é importante, amor.
Juliana Xavier
Entre tudo que tá dentro e tudo que tá fora de você, eu fico, sinceramente, com o lado de dentro, sabe? Com as pequenas descobertas do toque de coito. Se você fecha os olhinhos ou faz questão de mantê-los assustadoramente abertos do começo ao fim; se a sua marca de vacina forma uma figura bizarra ou se desapareceu conforme o tempo; se as suas pintas moram em lugares pouco ortodoxos; se as suas cataporas te deixaram marcas, assim como o último sol ardente; suas unhas são do Zé do Caixão ou você rói? Importa-se com a aspereza do seu cotovelo ou a textura dos fios de cabelo? Corta os pêlos com tesourinha ou depila?! Respiração de asmático ou de bicho sufocado? Muito filme pornô na adolescência (possível explicação pros seus péssimos maneirismos viciados) ou imaginação fértil de quem supunha o que tinha por trás daquela pin-up ou vizinha-mãe-gostosa que passava a tarde botando roupa no varal? A lista é extensa. Agora, o resto eu e o mundo inteiro fingimos adorar pra não ter que pedir desculpa ou permissão para seguir em frente no primitivismo cujas únicas preocupações transitam entre dar ou comer, ou qualquer outro verbo deliciosamente vulgar.
Ah, os muros da cidade deveriam ser que nem porta de banheiro de boteco ou adesivo de telefone de orelhão: não é o amor que é importante, porra! E sim - a princípio - a porra que é importante, amor.
Juliana Xavier
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Sem saída
E quando eu quiser dizer e não poder. Você em apenas um braço de distância.
E se me calar e meu olhar me condenar. Conhece o segredo da armadura de papel.
E se, porém, quiser me afastar. Sabes que não consigo.
E se dissimular, fingir , sempre fui bom em mexer o corpo. Você sabe dançar minha música.
E se fechar os olhos quando você passar. Ainda terei o seu perfume.
E se me mudar, conhecer o outro lado, ares mais frios. O seu número ainda é o mesmo?
E se deixar tudo de lado e dizer.Chorar palavras, usar meus sonhos. Te beijar. Assim, te perco pra sempre.
Solução ou martírio? Sentença escolhida.Sempre em riste, algemado na postura do irmão, no não pensar. Dissolvo, esperando o tempo, até que alguma outra escolha se faça. Como naquele dia de Natal.
Lucas Balieiro
E se me calar e meu olhar me condenar. Conhece o segredo da armadura de papel.
E se, porém, quiser me afastar. Sabes que não consigo.
E se dissimular, fingir , sempre fui bom em mexer o corpo. Você sabe dançar minha música.
E se fechar os olhos quando você passar. Ainda terei o seu perfume.
E se me mudar, conhecer o outro lado, ares mais frios. O seu número ainda é o mesmo?
E se deixar tudo de lado e dizer.Chorar palavras, usar meus sonhos. Te beijar. Assim, te perco pra sempre.
Solução ou martírio? Sentença escolhida.Sempre em riste, algemado na postura do irmão, no não pensar. Dissolvo, esperando o tempo, até que alguma outra escolha se faça. Como naquele dia de Natal.
Lucas Balieiro
domingo, 15 de novembro de 2009
Vanessa Love, Lambe, Limbo
Visitavam-na apenas a noite. Quando muito, ela ainda torneava os cílios com um lápis preto dado pelo último namorado, quer dizer, pela última promessa. Quando ela ainda caia nelas, quando ainda acreditava que as fábulas podiam não ter cores, quando achava que a Lua podia ser algo além da iluminação natural de todo dia, além de um raio de sol noturno.
Exaltava os beiços no espelho de bolso e o batom riscava aquele pedaço de carne humana, invertendo a ordem. Sangue por fora, lábio para dentro. Ajeitava os cabelos castanhos tingidos recentemente com uma escova de cabo carcomido. A bota alta preta,micro saia e micro blusa também no estilo vermelho sangue. Sempre gostou de combinar e aquela cor era atrativa aos olhares masculinos. Com passos largos, o branco da Lua refletia na sua roupa, reavivava a feminilidade de todos os dias, mas hoje era diferente, se sentia bonita, mexia os cabelos levemente ondulados e estava feliz. A noite desejava ela e ela não via à hora de se entregar.
Puta! Chega aqui! Flertes, passadas de mal, risadas... Falsas, e o fim sempre aquele: 150 a hora, interessa? Entra no carro, o falo já erguido à sua frente... Sente vontade de ir embora, regado a certa tentação, gostava daquilo e sabia fazer bem. Cede e entre gemidos ecoa seu fingir durante aquela uma hora, segredo da esquina, anos de passos refletidos por Luas.
O dentro por tanto mostrado. O dentro do fora. Não foram picas que algum dia fizeram o coração dela bater mais rápido. Ela tinha uma vida fora aquela do teatro, do vermelho sangue, da rua. Era Vanessa, geminiana, 25 anos de idade, com vontade de prestar uma faculdade, conhecer Barcelona e alguém que a tirasse daquela vida. Enquanto o tempo a desacreditava, escrevia sua estória e guardava na poupança, remontaria o quebra cabeça, daria volta por cima e se mandaria para fora.
Não era um karma aquela vida, gostava do sexo, gostava de se sentir desejada, se protegia todas às vezes e já não bebia há muito tempo. Mas uma hora aquilo tudo cansa.Estar tão próximo do que muitas nunca nem viram, posições mirabolantes, gozos e tantos orgasmos. Músculos, pêlos, virilidade e entrega. Mas nunca um grito de amor, um sentir que a tirasse do teatro, que a fizesse cair do palco. Nunca. Eram cenas repetidas. Duas, três, quatro até oito vezes dependendo da noite. Na sua casa, nos motéis, em Audis, Blazers e Fuscas... Sete da manhã volta e sua casa com o gosto de madrugada ainda, os lençóis revirados, a cama quente da sua última trepada. Cansava. Adentrada, no limbo, lambendo a sua não satisfação e a masturbando diariamente com mais shows, cenas e mentiras. Mas tinha dinheiro na poupança e em outro lugar poderia ser conhecida apenas por Vanessa... Love, lambe, limbo – seu nome da noite cairia, seria esquecido e seu celular desativado. Uma nova vida, um recomeço, mas não ainda... Mais dinheiro, mais Luas, vermelhos, gemidos, novas temporadas de uma peça que parecia não ter mais fim.
Lucas Balieiro
Exaltava os beiços no espelho de bolso e o batom riscava aquele pedaço de carne humana, invertendo a ordem. Sangue por fora, lábio para dentro. Ajeitava os cabelos castanhos tingidos recentemente com uma escova de cabo carcomido. A bota alta preta,micro saia e micro blusa também no estilo vermelho sangue. Sempre gostou de combinar e aquela cor era atrativa aos olhares masculinos. Com passos largos, o branco da Lua refletia na sua roupa, reavivava a feminilidade de todos os dias, mas hoje era diferente, se sentia bonita, mexia os cabelos levemente ondulados e estava feliz. A noite desejava ela e ela não via à hora de se entregar.
Puta! Chega aqui! Flertes, passadas de mal, risadas... Falsas, e o fim sempre aquele: 150 a hora, interessa? Entra no carro, o falo já erguido à sua frente... Sente vontade de ir embora, regado a certa tentação, gostava daquilo e sabia fazer bem. Cede e entre gemidos ecoa seu fingir durante aquela uma hora, segredo da esquina, anos de passos refletidos por Luas.
O dentro por tanto mostrado. O dentro do fora. Não foram picas que algum dia fizeram o coração dela bater mais rápido. Ela tinha uma vida fora aquela do teatro, do vermelho sangue, da rua. Era Vanessa, geminiana, 25 anos de idade, com vontade de prestar uma faculdade, conhecer Barcelona e alguém que a tirasse daquela vida. Enquanto o tempo a desacreditava, escrevia sua estória e guardava na poupança, remontaria o quebra cabeça, daria volta por cima e se mandaria para fora.
Não era um karma aquela vida, gostava do sexo, gostava de se sentir desejada, se protegia todas às vezes e já não bebia há muito tempo. Mas uma hora aquilo tudo cansa.Estar tão próximo do que muitas nunca nem viram, posições mirabolantes, gozos e tantos orgasmos. Músculos, pêlos, virilidade e entrega. Mas nunca um grito de amor, um sentir que a tirasse do teatro, que a fizesse cair do palco. Nunca. Eram cenas repetidas. Duas, três, quatro até oito vezes dependendo da noite. Na sua casa, nos motéis, em Audis, Blazers e Fuscas... Sete da manhã volta e sua casa com o gosto de madrugada ainda, os lençóis revirados, a cama quente da sua última trepada. Cansava. Adentrada, no limbo, lambendo a sua não satisfação e a masturbando diariamente com mais shows, cenas e mentiras. Mas tinha dinheiro na poupança e em outro lugar poderia ser conhecida apenas por Vanessa... Love, lambe, limbo – seu nome da noite cairia, seria esquecido e seu celular desativado. Uma nova vida, um recomeço, mas não ainda... Mais dinheiro, mais Luas, vermelhos, gemidos, novas temporadas de uma peça que parecia não ter mais fim.
Lucas Balieiro
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Querer
Não pedia muito. Queria por um dia, uma hora, talvez até meia, poder ser arrogante como alguém muito bonito, ter o nariz empinado dos atores, queria passar e ver que alguém me olhava, queria que me pegassem pelos braços e sem perguntar ganhasse um beijo, queria passar na rua e conhecer um desconhecido, ou talvez, ser conhecido por alguém desconhecido.Um texto só para mim, queria uma declaração anônima, mas sem flores ou carros espirrando papel prata. Por um dia gostaria de ter o passado, mas não ele todo, em momentos. Fragmentos saudosistas, um drible na realidade. Queria pensar a mesma coisa que alguém, queria um sonho comigo, queria um sexo recíproco e intenso, queria a Lua mais perto, poder viajar a hora que quisesse. Queria não ter compromissos, viver ao acaso, queria sair do cinema de mãos dadas, queria uma relação de anos, da mesma forma, um encontro único de um dia.Gozo imediato. Um trabalho reconhecido, dinheiro de forma prazerosa, queria não me irritar com o fora, queria poder acalmar o dentro. Queria um mergulho de cachoeira e depois sentir o vento no cabelo, um secador natural. Queria ser sincero, e as vezes, mais mentiroso. Queria um lugar inóspito com alguém querido, queria goles de segurança, certezas em terrenos movediços, queria vontades ditas, desejos saciados e mais sonhos, queria conhecer outros quereres, uma vez ter de me adaptar com o diferente, com outro corpo. De alguém que valesse a pena. Queria...
Lucas Balieiro
Lucas Balieiro
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Without work, you have nothing
De tanto querer que entrasse na minha vida – como há muito aconteceu durante um bom tempo – agora eu tenho quase certeza que eu não quero mais.
Não saber funcionava como acalento à angustiada sensação de pontinha de esperança: ‘ah, as coisas vão se encaixar algum dia’
Aí eu deixo as janelas e as portas abertas pra entrar na minha casa: se serve da minha água gelada, limpa os pés no meu tapetinho, faz carinho na minha cachorra e trata os meus amigos como seus cúmplices. E simples assim, leva tudo de mim, dissolve todos os pronomes possessivos tão meus.
Sonda os meus passos, liga pra não dizer nada: liga pra sondar os meus passos.
Eu, que nunca fui dada a ninguém, tenho que arcar com tudo isso. E a partir de agora, tenho milhões de possibilidades: invento mentiras sobre fugas sem volta pra tentar colorir aquele elefante branco da sala, pra recolher o tapete e limpar a sujeira; correspondo e coloco minhas etiquetas de ‘isso é meu, cheguei antes’ até nos dedinhos dos seus pés, como se fosse o meu iogurte da geladeira, ou, e dizem ser a opção mais covarde: simplesmente deixo pra lá.
E deixando pra lá, o ‘não sei’ aparece de novo com uma intensidade monumental: parece que toda vez que você se aproxima, meu coração bate ‘não sei’ até comer todas as letrinhas e sobrar só o ‘n’ e o ‘i’ juntos.
Por isso, não me venha falar de amor platônico ou confiança sem igual, já que o meu coração bate em taquicardia toda vez que você chega. Não venha querer me dizer que isso é saudável.
Eu já combinei de te dar uma surra pra arrancar a verdade, te dopar ou criar uma história mirabolante sobre a minha ida a um país muito, mas muito, distante.
Mas é muito simples. Eu só quero que você reconheça, sem nenhum tipo de propriedade narcisista: ‘fiz bagunça!’. Agora, se você me quer com o mínimo de carinho – como diz tanto por aí - faça o favor de limpar.
Juliana Xavier
Não saber funcionava como acalento à angustiada sensação de pontinha de esperança: ‘ah, as coisas vão se encaixar algum dia’
Aí eu deixo as janelas e as portas abertas pra entrar na minha casa: se serve da minha água gelada, limpa os pés no meu tapetinho, faz carinho na minha cachorra e trata os meus amigos como seus cúmplices. E simples assim, leva tudo de mim, dissolve todos os pronomes possessivos tão meus.
Sonda os meus passos, liga pra não dizer nada: liga pra sondar os meus passos.
Eu, que nunca fui dada a ninguém, tenho que arcar com tudo isso. E a partir de agora, tenho milhões de possibilidades: invento mentiras sobre fugas sem volta pra tentar colorir aquele elefante branco da sala, pra recolher o tapete e limpar a sujeira; correspondo e coloco minhas etiquetas de ‘isso é meu, cheguei antes’ até nos dedinhos dos seus pés, como se fosse o meu iogurte da geladeira, ou, e dizem ser a opção mais covarde: simplesmente deixo pra lá.
E deixando pra lá, o ‘não sei’ aparece de novo com uma intensidade monumental: parece que toda vez que você se aproxima, meu coração bate ‘não sei’ até comer todas as letrinhas e sobrar só o ‘n’ e o ‘i’ juntos.
Por isso, não me venha falar de amor platônico ou confiança sem igual, já que o meu coração bate em taquicardia toda vez que você chega. Não venha querer me dizer que isso é saudável.
Eu já combinei de te dar uma surra pra arrancar a verdade, te dopar ou criar uma história mirabolante sobre a minha ida a um país muito, mas muito, distante.
Mas é muito simples. Eu só quero que você reconheça, sem nenhum tipo de propriedade narcisista: ‘fiz bagunça!’. Agora, se você me quer com o mínimo de carinho – como diz tanto por aí - faça o favor de limpar.
Juliana Xavier
Perfazendo
Não ache que é o sentir,
não ameaçe-me,
pois não é feito por se querer,
de sem querer também nada se tem.
Faço por aquela última carta ter caído,
visto-me , pois finalmente, a impossibilidade se desnudou.
Não haveria como...
eram duas idéias opostas,
clivagens e incontáveis pudores.
Eram vestígios de mentiras, escolhas feitas e fábulas.
Um quadro surrealista posto na parede,
de ponta cabeça.
Uma marca de sangue no chão da sala,
Era a forma perfeita de um sonho depois do almoço.
O velado acendia em dizeres,
em ações, em nuncas...
certo se estava,
errado apenas eu permanecia.
Um fardo nas costas,
o livro ao peito
- anos se faziam.
Sentimentos não se explicam,
são mentidos,
omitidos...
São negados.
Até que uma hora o coração palpita em outros ritmos
e se pode terminar o capítulo.
Meu cansaço ainda deixou-me uma última linha.
Lucas Balieiro
não ameaçe-me,
pois não é feito por se querer,
de sem querer também nada se tem.
Faço por aquela última carta ter caído,
visto-me , pois finalmente, a impossibilidade se desnudou.
Não haveria como...
eram duas idéias opostas,
clivagens e incontáveis pudores.
Eram vestígios de mentiras, escolhas feitas e fábulas.
Um quadro surrealista posto na parede,
de ponta cabeça.
Uma marca de sangue no chão da sala,
Era a forma perfeita de um sonho depois do almoço.
O velado acendia em dizeres,
em ações, em nuncas...
certo se estava,
errado apenas eu permanecia.
Um fardo nas costas,
o livro ao peito
- anos se faziam.
Sentimentos não se explicam,
são mentidos,
omitidos...
São negados.
Até que uma hora o coração palpita em outros ritmos
e se pode terminar o capítulo.
Meu cansaço ainda deixou-me uma última linha.
Lucas Balieiro
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