Não ache que é o sentir,
não ameaçe-me,
pois não é feito por se querer,
de sem querer também nada se tem.
Faço por aquela última carta ter caído,
visto-me , pois finalmente, a impossibilidade se desnudou.
Não haveria como...
eram duas idéias opostas,
clivagens e incontáveis pudores.
Eram vestígios de mentiras, escolhas feitas e fábulas.
Um quadro surrealista posto na parede,
de ponta cabeça.
Uma marca de sangue no chão da sala,
Era a forma perfeita de um sonho depois do almoço.
O velado acendia em dizeres,
em ações, em nuncas...
certo se estava,
errado apenas eu permanecia.
Um fardo nas costas,
o livro ao peito
- anos se faziam.
Sentimentos não se explicam,
são mentidos,
omitidos...
São negados.
Até que uma hora o coração palpita em outros ritmos
e se pode terminar o capítulo.
Meu cansaço ainda deixou-me uma última linha.
Lucas Balieiro
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