Tampouco adianta atacar meus mecanismos de defesa; cada um faz da sua insegurança o que bem quiser. It’s a long way se admitir inseguro sabendo que essa é a postura mais segura que se pode tomar. Se os ex-gordos justificam a vergonha diante do medo ao retorno às banhas, nada me impede dissertar sobre as minhas (banhas), aquelas encarquilhadas em cada neurônio ativo. E por elas, quanto a elas – puxa, por onde devo começar? – lipoaspiração não é uma opção.
Nesse regime incerto, quero registrar a minha felicidade por: nada. A falta de especificidade me deixa completamente contente. Reconhecer que num parar de bicicleta, o diálogo é frívolo como sempre deveria ter sido; cobrir as pernas com um casaco-encrenca, mas não se importar com nada além do frio.
Fazer de Clarice a melhor amiga pra forjar intensidade nunca foi a minha, assim como brincar de personalidade forte.
Declamar o querer bem sem nenhuma pretensão de resposta. Permitir-se à absoluta certeza de quem tiver que ficar, vai ficar.
(E pensar que tudo começou com um 'não precisa se despedir desse jeito babaca, ju').
Ser pueril é tão gostoso! Ufa, to feliz!
Juliana Xavier
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