Páginas

domingo, 28 de novembro de 2010

sem título

" Lembro com muito gosto o modo como ela se referia à ele. Pelo menos ela o fez uma vez e isso ficou marcado muito fundo, dizendo: Caetano, venha ver o preto que você gosta.
Isso de dizer o preto, sorrindo ternamente como ela o fazia, o fez, tinha, teve, tem um sabor esquisito, que intensificava o encanto da arte e da personalidade do moço no vídeo.
Era como se isso somasse àquilo que eu via e ouvia, uma outra graça, ou como se a confirmação da realidade daquela pessoa, dando-se assim na forma de uma bênção, adensasse sua beleza.
Eu sentia a alegria por Gil existir, por ele ser preto, por ele ser ele, e por minha mãe saudar tudo isso de forma tão direta e tão transcendente. Era evidentemente um grande acontecimento a aparição dessa pessoa, e minha mãe festejava comigo a descoberta."



Caetano no Verdade Tropical

Nenhum comentário:

Postar um comentário