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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

faxina

Não quero suavizar palavra nenhuma.
Pois as coisas que eu tenho a dizer, meu amigo, não são nada suaves. Os is com seus pingos têm os seus devidos pontos finais bem acima das suas cabeças.
Portanto, vamos à nossa tão evitada revisão:
Já tentei aceitar a premissa de que a gente não tem fim. Afinal, existe história entreaberta?!
Se a nossa fosse possível, seria a primeira. Mas tanto eu como você somos completamente inacabados: confusos, contraditórios e mentirosos. Eu não tenho a menor capacidade de ter reboco, mas consigo sim exigir de você paredes lisas.
Foi o começo de um padrão: você me fez gostar de casas sem teto e sem nada. E lá vou eu, com o meu colchãozinho inflável e minhas garrafinhas d’água: desloco-me até para terrenos baldios.
Usando uma maturidade que eu não tenho, tentando ser picareta idem.
Não peça nunca para uma criança, como eu, cuidar da casa sozinha.
Não peça paciência que, desculpa, eu não vou ter mesmo.
E somos exatamente isso: eu, menina. Você, moleque.
...
Bagunça!

Juliana Xavier

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